A osteoartrite é a principal causa de dor crônica em cães e uma das condições musculoesqueléticas mais prevalentes na rotina clínica veterinária. 

Um estudo de prevalência realizado na Clínica Escola da Universidade Iguaçu em 2025 indica que a osteoartrite felina é provavelmente muito mais prevalente do que os diagnósticos formais registram, especialmente a partir do início da vida adulta do animal (Holguin et al., 2025).

Com a longevidade dos pets em crescimento e as doenças crônicas ocupando cada vez mais espaço no dia a dia clínico, o tratamento da osteoartrite em cães e gatos passou a ser uma das demandas mais relevantes em clínicas e hospitais veterinários da Grande São Paulo e de todo o Brasil.

Por muitos anos, os anti-inflamatórios não esteroidais foram a principal alternativa para o controle da dor nesses pacientes. Eficazes em muitos casos, mas com limitações reais para uso prolongado, especialmente em animais com comprometimento renal ou hepático. 

Com a chegada de Librela® e Solensia® ao mercado veterinário brasileiro, passou a existir uma alternativa com mecanismo de ação distinto e perfil de segurança que amplia o leque de pacientes elegíveis ao tratamento.

Librela® e Solensia®: mecanismo de ação e diferencial terapêutico

Librela® e Solensia® são anticorpos monoclonais da Zoetis desenvolvidos para o tratamento da dor associada à osteoartrite. Librela® contém bedinvetmab, anticorpo monoclonal canino, e Solensia® contém frunevetmab, formulado especificamente para felinos. 

Os dois atuam bloqueando o fator de crescimento nervoso, o NGF, proteína produzida por condrócitos e células do sistema imune que, ao se ligar a receptores TrkA nas células nervosas, gera os estímulos de dor característicos da condição articular degenerativa.

Ao neutralizar o NGF antes dessa ligação, os produtos interrompem a sinalização da dor na origem. Por não dependerem de metabolização hepática ou renal para sua eliminação, que ocorre por catabolismo proteico, ampliam o perfil de pacientes elegíveis ao tratamento. Solensia® é seguro inclusive para felinos com doença renal crônica nos estágios 1 e 2, o que representa uma janela terapêutica importante, considerando que a DRC é uma das comorbidades mais frequentes em gatos idosos.

A administração é subcutânea e mensal. Librela® apresenta início de eficácia demonstrado a partir do sétimo dia após a primeira dose, com ação de até 30 dias (European Medicines Agency, 2025). Solensia® tem segurança comprovada em estudos de até seis meses consecutivos.

A osteoartrite felina e o desafio do diagnóstico precoce

A osteoartrite felina é subdiagnosticada com frequência, e os motivos são bem documentados. A baixa correlação entre dor e claudicação nessa espécie é um dos principais fatores que dificultam a identificação precoce, junto ao comportamento naturalmente alterado dos gatos dentro do ambiente clínico e às respostas de estresse durante o exame ortopédico felino.

Na prática clínica, a dor se expressa de forma indireta: redução da atividade, dificuldade para alcançar planos elevados, alteração nos hábitos de higiene e menor interação social. Um estudo de 2025 sobre prevalência de osteoartrite felina reforça que a condição é provavelmente muito maior do que indicam os diagnósticos formais, especialmente porque sinais como espessamento articular e amplitude de movimento reduzida são menos observados em felinos do que em cães (Holguin et al., 2025).

A baixa correlação entre achados radiográficos e sinais clínicos da doença em felinos reforça o papel dos instrumentos de metrologia clínica e da anamnese comportamental como componentes indispensáveis do protocolo diagnóstico. Um diagnóstico tardio compromete o emprego de terapias de reabilitação e pode acelerar a progressão da doença articular.

Osteoartrite canina: fatores de risco e apresentação clínica

Em cães, a osteoartrite acomete principalmente animais em idade avançada, com maior prevalência em raças de grande porte, que representam 45% dos casos. Raças de médio porte respondem por 28% e as de pequeno porte por 27%. Obesidade, sedentarismo, traumatismos e anomalias genéticas estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento e progressão da condição.

A apresentação clínica canina é mais evidente que a felina. Claudicação, dificuldade para se levantar após repouso prolongado, relutância em subir escadas e redução da tolerância ao exercício são sinais que orientam a suspeita clínica. O protocolo COAST permite estadiar a condição em pré-clínica, leve, moderada ou grave a partir da avaliação da postura estática, amplitude de movimento passivo e presença de crepitação articular.

Osteoartrite é progressiva: como estruturar o acompanhamento clínico

Ao iniciar o tratamento com Librela® ou Solensia®, é indispensável orientar o tutor sobre o curso da doença. Trata-se de uma condição progressiva e sem cura, cujo prognóstico depende da precocidade do diagnóstico, da continuidade do tratamento e da resposta individual do paciente.

Librela® e Solensia® são tratamentos mensais e a eficácia do protocolo depende diretamente da regularidade das aplicações. A interrupção do tratamento, seja por esquecimento ou falta de orientação, resulta na perda do controle da dor estabelecido e impede o monitoramento longitudinal da condição ao longo do tempo.

Clínicas e hospitais veterinários que estruturam um sistema de controle de retorno para esses pacientes organizam o fluxo clínico de forma previsível e garantem a continuidade do tratamento. Lembretes próximos à data da próxima aplicação, registros com alerta no prontuário e orientação documentada entregue na consulta são práticas que garantem a adesão ao protocolo. O controle de retorno não é um processo administrativo: é parte integrante do protocolo terapêutico.

Abordagem multimodal no manejo da osteoartrite

Librela® e Solensia® não excluem outras abordagens terapêuticas. Os dois produtos podem ser utilizados em combinação com suplementação articular, laserterapia, acupuntura, fisioterapia e controle de peso, potencializando os resultados do manejo da osteoartrite. A escolha do protocolo combinado depende da avaliação clínica individual, da severidade da condição e das comorbidades presentes.

O manejo multimodal é especialmente relevante em pacientes com osteoartrite moderada a grave, onde o controle isolado da dor pode não ser suficiente para manter a qualidade de vida do animal. A integração entre diferentes abordagens permite ajustes ao longo do tempo conforme a resposta do paciente.

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A linha Dor da Zoetis está disponível na Cooper Nutri Pet para clínicas, hospitais veterinários e pet shops. Manter Librela® e Solensia® em estoque garante que o protocolo mensal pode ser iniciado na primeira consulta, sem espera para reposição.

Para adquirir os produtos ou verificar disponibilidade de estoque, entre em contato com a equipe da Cooper Nutri Pet:

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A Cooper Nutri Pet disponibiliza materiais da Zoetis para apoiar a rotina clínica, incluindo checklists para auxiliar no diagnóstico de osteoartrite que podem ser utilizados diretamente no consultório. Acesse em coopernutri.com.br/materiais/

Para mais informações sobre Librela® e Solensia®, consulte a bula do produto.

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